sábado, 19 de julho de 2008

Agradeça

Minha mãe, não só por ser mãe, creio eu, é um ser visionário. Ela tem o costume de dar presentes de Ano Novo: coisinhas simples porém emblemáticas para transmitir votos para o ano seguinte ou meramente para fazer pensar em algo.
No final de 2007, eu e umas criaturinhas muito queridas ganhamos dela camisetas brancas com verbos no imperativo escritos em cores com glitter. Em sua ingenuidade, escolheu quem ficaria com o quê pelas cores preferidas de cada uma. Vermelho, azul, rosa, verde... Ninguém gostava de amarelo, então fiquei eu com ela.
Mal sabia minha mãe que o critério adotado correspondia a um propósito bem maior. "Ame", "sonhe", "brilhe", "acredite"; foram todas parar nas mãos certas. Por um momento, fiquei achando ser uma tremenda ironia do destino receber a "agradeça". Mas, pensando um pouco, não poderia ter outra.
Agradeço, hoje em particular, dentre tantas outras coisas, às pessoas queridas que me ofereceram colo, ombro, risos, elogios, companhia para a caminhada, licença poética... Todo o carinho que, às vezes, nem imaginava que receberia. Sem vocês, não seria a mesma coisa.

2 comentários:

A disse...

amarelo é uma boa cor. o Houaiss diz de cara: "a cor da gema de ovo, do açafrão, do ouro". a cor do vir-a-ser, do colorido sabor e do valor humano. o amarelo é uma boa cor.

ju.xôli disse...

Também acho que amarelo é uma boa cor.
Mas ninguém queria!
:P