Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá
Roda mundo, roda-gigante
Roda-moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração
(Chico Buarque. Roda viva)
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Vanilla sky
The chef prepares a special menu
For your delight, oh my
Tonight you fly so high up
In the vanilla sky
Your life is fine
It's sweet and sour
Unbearable great
You've got to learn
Every hour
You must appreciate.
This is your time,
This is your day
You've got it all
Don't blow it...away.
The chef prepares a special menu
For your delight, oh my
Tonight you fly so high up
In the vanilla sky
Melted tin beads
Cast you fourtune
In a glass of wine
Snail or fish,
Ballon or dolphin
See your silver shine
This is your time,
This is your day
You've got it all
Don't blow it...away.
(Paul McCartney. Vanilla sky)
For your delight, oh my
Tonight you fly so high up
In the vanilla sky
Your life is fine
It's sweet and sour
Unbearable great
You've got to learn
Every hour
You must appreciate.
This is your time,
This is your day
You've got it all
Don't blow it...away.
The chef prepares a special menu
For your delight, oh my
Tonight you fly so high up
In the vanilla sky
Melted tin beads
Cast you fourtune
In a glass of wine
Snail or fish,
Ballon or dolphin
See your silver shine
This is your time,
This is your day
You've got it all
Don't blow it...away.
(Paul McCartney. Vanilla sky)
domingo, 26 de outubro de 2008
Chambre vide
Petit chat blanc et gris
Reste encore dans la chambre
La nuit est si noire dehors
Et le silence pèse
Ce soir je crains la nuit
Petit chat frère du silence
Reste encore
Reste auprès de moi
Petit chat blanc et gris
Petit chat
La nuit pèse
Il n'y a pas de papillon de nuit
Où sont donc ces bêtes?
Les mouches dorment sur le fil d'électricité
Je suis trop seul vivant dans cette chambre
Petit chat frère du silence
Reste à mes côtés
Car il faut que je sente la vie auprès de moi
Et c'est toi qui fait que la chambre n'est pas vide
Petit chat blanc et gris
Reste dans la chambre
Eveillé minutieux et lucide
Petit chat blanc et gris
Petit chat.
(Manuel Bandeira. Chambre vide)
Reste encore dans la chambre
La nuit est si noire dehors
Et le silence pèse
Ce soir je crains la nuit
Petit chat frère du silence
Reste encore
Reste auprès de moi
Petit chat blanc et gris
Petit chat
La nuit pèse
Il n'y a pas de papillon de nuit
Où sont donc ces bêtes?
Les mouches dorment sur le fil d'électricité
Je suis trop seul vivant dans cette chambre
Petit chat frère du silence
Reste à mes côtés
Car il faut que je sente la vie auprès de moi
Et c'est toi qui fait que la chambre n'est pas vide
Petit chat blanc et gris
Reste dans la chambre
Eveillé minutieux et lucide
Petit chat blanc et gris
Petit chat.
(Manuel Bandeira. Chambre vide)
Lagarta listada
O rapaz chegou-se para junto da moça e disse:
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
(Manuel Bandeira. Namorados)
- Antônia, ainda não me acostumei com o seu corpo, com a sua cara.
A moça olhou de lado e esperou.
- Você não sabe quando a gente é criança e de repente vê uma lagarta listada?
A moça se lembrava:
- A gente fica olhando...
A meninice brincou de novo nos olhos dela.
O rapaz prosseguiu com muita doçura:
- Antônia, você parece uma lagarta listada.
A moça arregalou os olhos, fez exclamações.
O rapaz concluiu:
- Antônia, você é engraçada! Você parece louca.
(Manuel Bandeira. Namorados)
sábado, 25 de outubro de 2008
Poeminha do contra
Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
(Mário Quintana. Poeminha do contra)
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
(Mário Quintana. Poeminha do contra)
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Desabrochar
Eu escrevo sem esperança de que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada... Porque no fundo a gente não está querendo alterar as coisas. A gente está querendo desabrochar de um modo ou de outro.
(Clarice Lispector)
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Datando
Já diria o Rafa: com a velocidade com que gira o mundo, já estamos datados.
Claro que as coisas têm uma causa, uma duração e (pelo menos) uma conseqüência, que estão todas fadadas a pertencer àquele instante em que ocorrem.
Mas há coisas que perpassam essa efemeridade. Não sei como explicar...
As coisas fluem; mas há as eternas.
domingo, 19 de outubro de 2008
Pescando
Então escrever é um modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: a não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente.
(Clarice Lispector. Água viva)
19 x 21
O fervilhamento no meio do grande fluxo de pessoas e paisagens, o delicioso mas deprimente anonimato no seio da multidão, a impossibilidade de assimilar todas as imagens e todas as informações, a afetação de tédio diante do desconhecido ou inesperado: são sensações como estas que caracterizam a 'modernidade', assim identificada pelo poeta e crítico francês Charles Baudelaire ainda na década de 1860.
(Rafael Cardoso. Formação da comunicação visual moderna. In: Uma introdução à história do design. p. 39)
sábado, 18 de outubro de 2008
Conto de fadas para mulheres do século 21
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto-estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã.
Então, a rã pulou para o seu colo e disse: Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir um lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre...
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sauté, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava:
"NEM FO...DEN...DO!"
(Luís Fernando Veríssimo. Conto de fadas para mulheres do século 21)
Souvenirs
With an envelope we'll enter buildings we might touch
I've got souvenirs but yesterday can't mean too much
Have we missed an opportunity?
Have we missed an opportunity?
Whispers, Chinese leaves a message, leaves a metaphor
For what once was gold and once was rich but now is poor
Have we missed an opportunity?
And the trees lean to lend
Can I fold you in fourteen ways to depend not defend?
(Architecture in Helsinki. Souvenirs)
I've got souvenirs but yesterday can't mean too much
Have we missed an opportunity?
Have we missed an opportunity?
Whispers, Chinese leaves a message, leaves a metaphor
For what once was gold and once was rich but now is poor
Have we missed an opportunity?
And the trees lean to lend
Can I fold you in fourteen ways to depend not defend?
(Architecture in Helsinki. Souvenirs)
Warhol
Dizem que o tempo muda as coisas, mas, na verdade, é você mesmo que tem de mudá-las.
Andy Warhol
Andy Warhol
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
O mundo é um moinho
Ainda é cedo, amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
(Cartola. O mundo é um moinho)
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora de partida
Sem saber mesmo o rumo que irás tomar
Preste atenção, querida
Embora eu saiba que estás resolvida
em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és
Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés
(Cartola. O mundo é um moinho)
Ode marítima
(...)
Ah, a frescura das manhãs em que se chega,
E a palidez das manhãs em que se parte,
Quando as nossas entranhas se arrepanham
E uma vaga sensação parecida com um medo
- O medo ancestral de se afastar e partir,
o misterioso receio ancestral à Chegada e ao Novo -
Encolhe-nos a pele e agonia-nos,
E todo o nosso corpo angustiado sente,
Como se fosse a nossa alma,
Uma inexplicável vontade de poder sentir isto doutra maneira:
Uma saudade a qualquer coisa,
Uma perturbação de afeições a que vaga pátria?
A que costa? a que navio? a que cais?
Que se adoece em nós o pensamento,
E só fica um grande vácuo dentro de nós,
Uma oca saciedade de minutos marítimos,
E uma ansiedade vaga que seria tédio ou dor
Se soubesse como sê-lo...
(...)
(Álvaro de Campos. Ode marítima)
Ah, a frescura das manhãs em que se chega,
E a palidez das manhãs em que se parte,
Quando as nossas entranhas se arrepanham
E uma vaga sensação parecida com um medo
- O medo ancestral de se afastar e partir,
o misterioso receio ancestral à Chegada e ao Novo -
Encolhe-nos a pele e agonia-nos,
E todo o nosso corpo angustiado sente,
Como se fosse a nossa alma,
Uma inexplicável vontade de poder sentir isto doutra maneira:
Uma saudade a qualquer coisa,
Uma perturbação de afeições a que vaga pátria?
A que costa? a que navio? a que cais?
Que se adoece em nós o pensamento,
E só fica um grande vácuo dentro de nós,
Uma oca saciedade de minutos marítimos,
E uma ansiedade vaga que seria tédio ou dor
Se soubesse como sê-lo...
(...)
(Álvaro de Campos. Ode marítima)
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Sou triste
Uma vez me disseram que eu era triste. Como pôde me ler assim tão descaradamente? Não, não sou triste, você mal me conhece. Ou conhece pouco. Quem pensa que é?
Inexplicável e talvez terrivelmente, eu hoje vejo que sou triste. Porque algo sempre falta, porque há algo sempre por fazer, porque há alguém sempre por conhecer. Pode ser que eu espere coisas demais ou que nunca esteja satisfeita. Como pode ser que seja esse o barato de tudo: não ficar saciada e, mesmo assim, dizer que foi bacana, que está sendo bacana.
Vai saber...
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Trauma
trauma
trau.ma sm (gr traûma) V traumatismo.
traumatismo
trau.ma.tis.mo sm (tráumato+ismo) Med 1 Estado mórbido resultante de um ferimento grave. 2 Grande abalo físico, moral ou mental; choque ou transtorno de onde se desenvolveu ou se pode desenvolver uma neurose. Abreviadamente: trauma.
(Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa)
trau.ma sm (gr traûma) V traumatismo.
traumatismo
trau.ma.tis.mo sm (tráumato+ismo) Med 1 Estado mórbido resultante de um ferimento grave. 2 Grande abalo físico, moral ou mental; choque ou transtorno de onde se desenvolveu ou se pode desenvolver uma neurose. Abreviadamente: trauma.
(Michaelis - Moderno Dicionário da Língua Portuguesa)
Wonderwall
Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
Backbeat the word is on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I'd like to say to you
But I don't know how
Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall
Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I'd like to say to you
But I don't know how
I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall
(Oasis. Wonderwall)
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
Backbeat the word is on the street
That the fire in your heart is out
I'm sure you've heard it all before
But you never really had a doubt
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
And all the roads we have to walk are winding
And all the lights that lead us there are blinding
There are many things that I'd like to say to you
But I don't know how
Because maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall
Today was gonna be the day
But they'll never throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you're not to do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now
And all the roads that lead you there were winding
And all the lights that light the way are blinding
There are many things that I'd like to say to you
But I don't know how
I said maybe
You're gonna be the one that saves me
And after all
You're my wonderwall
(Oasis. Wonderwall)
domingo, 12 de outubro de 2008
Entrelinhas
Já que se há de escrever, que pelo menos não se esmaguem com palavras as entrelinhas.
(Clarice Lispector)
(Clarice Lispector)
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade. Ausência)
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade. Ausência)
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Peixes frescos
Recebi essa "fábula" por email. Achei importante parar pra pensar no que estamos querendo da vida.
Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. Porém, as águas perto do Japão não produzem muitos peixes há décadas. Assim, para alimentar a sua população, os japoneses aumentaram o tamanho dos navios pesqueiros e começaram a pescar mais longe do que nunca. Quanto mais longe os pescadores iam, mais tempo levava para o peixe chegar. Se a viagem de volta levasse mais do que alguns dias, o peixe já não era mais fresco. E os japoneses não gostaram do gosto destes peixes.
Para resolver este problema, as empresas de pesca instalaram congeladores em seus barcos. Eles pescavam e congelavam os peixes em alto-mar. Os congeladores permitiram que os pesqueiros fossem mais longe e ficassem em alto mar por muito mais tempo. Os japoneses conseguiram notar a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e, é claro, eles não gostaram do peixe congelado. Entretanto, o peixe congelado tornou os preços mais baixos.
Então, as empresas de pesca instalaram tanques de peixe nos navios pesqueiros. Eles podiam pescar e enfiar esses peixes nos tanques, como 'sardinhas'. Depois de certo tempo, pela falta de espaço, eles paravam de se debater e não se moviam mais. Eles chegavam vivos, porém cansados e abatidos. Infelizmente, os japoneses ainda podiam notar a diferença do gosto.
Por não se mexerem por dias, os peixes perdiam o gosto de frescor. Os consumidores japoneses preferiam o gosto de peixe fresco e não o gosto de peixe apático. Como os japoneses resolveram este problema? Como eles conseguiram trazer ao Japão peixes com gosto de puro frescor? Se você estivesse dando consultoria para a empresa de pesca, o que você recomendaria?
Para conservar o gosto de peixe fresco, as empresas de pesca japonesas ainda colocam os peixes dentro de tanques, nos seus barcos. Mas, eles também adicionam um pequeno tubarão em cada tanque. O tubarão come alguns peixes, mas a maioria dos peixes chega 'muito vivo'. E fresco no desembarque. Tudo porque os peixes são desafiados, lá nos tanques.
Moral da história: coloque um tubarão na sua vida e não pare de lutar nunca para chegar cada vez mais longe.
Será?
Será?
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Renda-se
Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.
(Clarice Lispector)
terça-feira, 7 de outubro de 2008
A seta e o alvo
Eu falo de amor à vida, você de medo da morte
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era ?
Era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada
Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada
(Paulinho Moska. A seta e o alvo)
Eu falo da força do acaso e você de azar ou sorte
Eu ando num labirinto e você numa estrada em linha reta
Te chamo pra festa mas você só quer atingir sua meta
Sua meta é a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu olho pro infinito e você de óculos escuros
Eu digo: "Te amo" e você só acredita quando eu juro
Eu lanço minha alma no espaço, você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro e você só lamenta não ser o que era
E o que era ?
Era a seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Eu grito por liberdade, você deixa a porta se fechar
Eu quero saber a verdade e você se preocupa em não se machucar
Eu corro todos os riscos, você diz que não tem mais vontade
Eu me ofereço inteiro, e você se satisfaz com metade
É a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada
Sempre a meta de uma seta no alvo
Mas o alvo na certa não te espera
Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada
Quando se parte rumo ao nada
(Paulinho Moska. A seta e o alvo)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Elegendo
Você votou ontem, ou não.
Você escolheu um candidato de confiança, ou não.
Você conhece esse candidato, ou não.
Você acompanha o trabalho de seu candidato eleito, ou não.
Você fica satisfeito, ou não.
Você cobra o cumprimento de promessas de campanha, ou não.
Você repete o erro, ou não.
Você escolheu um candidato de confiança, ou não.
Você conhece esse candidato, ou não.
Você acompanha o trabalho de seu candidato eleito, ou não.
Você fica satisfeito, ou não.
Você cobra o cumprimento de promessas de campanha, ou não.
Você repete o erro, ou não.
domingo, 5 de outubro de 2008
Noite branca
Acabo de ler Noites brancas, de Dostoiévski, e, nesse mesmo final de semana, Paris viveu a Nuit Blanche (ou, noite branca).
O russo tem São Petersburgo como cenário e personagem de sua narrativa. No verão, a cidade vive um fenômeno conhecido como noite branca, em que o sol não se põe totalmente, deixando o céu noturno com um aspecto leitoso.
No caso parisiense, sua noite branca é um evento em que há shows, exposições, gente andando pelas ruas durante toda a noite. Mais ou menos como a Virada Cultural paulistana (que, segundo a senhorita Julia Caio, é melhor que a de Paris).
É interessante pensar na idéia de uma noite iluminada como noite branca...
sábado, 4 de outubro de 2008
Estranhar
Mas a vocês nós pedimos:
No que não é de estranhar
Descubram o que há de estranho!
No que parece normal
Vejam o que há de anormal!
No que parece explicado
Vejam quanto não se explica!
E o que parece comum
Vejam como é de espantar!
Na regra, vejam o abuso
E, onde o abuso apontar
Procurem remediar.
(Bertolt Brecht)
No que não é de estranhar
Descubram o que há de estranho!
No que parece normal
Vejam o que há de anormal!
No que parece explicado
Vejam quanto não se explica!
E o que parece comum
Vejam como é de espantar!
Na regra, vejam o abuso
E, onde o abuso apontar
Procurem remediar.
(Bertolt Brecht)
Não importa
Não importa o que fizeram de mim, o que importa é o que eu faço com o que fizeram de mim.
(Jean-Paul Sartre)
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
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