Além de sermos bons - os melhores - ainda temos que ser os primeiros, ou às vezes mais, os únicos. Nascer primeiro significa que papai e mamãe não precisariam do segundo, então por que raios tiveram? E o que dizer sobre aquele amor que, não contente em ter você, quis amigos, família e - pasmem! - outro amor? Cheguemos então ao ápice do absurdo: não ser o primeiro. Não basta ser reprovado, trocado, frustrado, há alguém melhor! Uma opção primeira, um desejo primeiro. Assim, o segundo lugar sente sempre o gosto amargo de não chegar lá.
Ser a segunda opção não é o sonho de ninguém. É preferível não conseguir, não ter competência, não ter chance. Mas - fazer o quê? - é uma situação com que se tem que lidar. Talvez o pensamento mais confortável seja o de admirar o oponente, o ostensivo primeiro lugar, e, fazendo isso, cheguei à conclusão:
Não, não me importo em ser a segunda opção. Desde que a primeira seja extraordinariamente fantástica.
Nenhum comentário:
Postar um comentário